sexta-feira, 9 de setembro de 2011

 gosto da desordem de um jardim esquecido. de plantas rasteiras que crescem livres porque a chuva existe e é de todos. das sombras das flores sem nomes que os  olhos não enxergam. do carrapicho que grudou em mim e me ensinou aramaico, algo que aprendi em amor. 


(11-02-11 - esta escrevi junto com a Joyce também.)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

a rosa no canto da mesa
silencia o lugar
pra onde não te verei mais.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

troca.

tá vendo aquele pedaço de céu?
desenha ele dentro de mim
prometo que te sussurro nuvens
alaranjadas

domingo, 28 de agosto de 2011










Que este coração toscamente enxertado
Com as agruras de um patético sofrimento
Neste peito de lata batendo apertado
 Feneça em glorioso tormento
E que todas as verdades escritas sejam
 No piso frio das saudades
No acaso fatídico que elas ensejam
Na dureza febril das deslealdades
Em letras brilhantes no outdoor da praça
Ao som deste meu riso histérico, insano
Em badaladas retumbantes cheias de graça
 Do sino repicando numa igreja qualquer
Como constatação torturando ano a ano:
NÃO-TE-QUIS, NÃO-TE-QUER, NÃO-TE-QUIS, NÃO-TE-QUER.

Joyce K.
23/08/2011.

 
O sino toca
descendo as ruas mulheres vestidas de manicômio
precipitam o som
na luz do dia os pés gritam urgências
e o sino toca esquecido por aqueles que querem amor
o tempo passa
e não há maior liberdade do que não ser amada

dani carrara
28. 08.2011

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

as palavras coloridas
mancharam os olhos
das meninas que enxergam
a margem da lágrima
:quando lia aquele poema
a testa enrugava. o lápis desenhava caretas. 

 transformadas borboletas