quinta-feira, 31 de maio de 2012




corpo expandido de pássaros
ela salta na amplidão sem ninho
sem medo.
tropeço e escorrego no dia na noite
naquilo que é
claro. macio caminho
no escuro


imagem: dani carrara

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O Chico, um amigo dos tempos da fflch, escreveu um poema sobre o que escrevo,
fiquei feliz e surpresa. na primeira vez que li, nem olhei direito, fiquei tímida, depois consegui olhar melhor, e agora compartilho com os leitores daqui o olhar poético do Chico, um amigo do para sempre.


ler aqui.

sábado, 19 de maio de 2012

bricoler



i, o trem

ela morava beirando uma passagem de trem. neblina não faltava. se acostumou com os horários de apitos movediços. desexistiu as estações. somente
 imaginava dormia embalada pelo prateado dos trilhos e sonhava com o cintilante da cidade  formado de movimento
 do trem.
com o movimento. sonhava as estações. mas via homens subindo no meio do caminho. andarilhos ou forasteiros, não sei. se acostumava de adeus, talvez sim

com os olhos  me ocorreu uma mulher passeando pelos cilhos do trem. movida a barrigas grávidas.

ii, a estação

a mulher acalmava a cidade com as cores. passava seus cabelos tingindo as bordas que horizontavam a cidade. a cidade. a cidade.
eram as bordas tingidas de amanhecer. a mulher. a mulher era o cabelo  a procurar a cidade.

curar.

iii, as conchas

das imagens o pensamento que debruçam palavras no mar. elas dormem amanhãs.

terça-feira, 8 de maio de 2012

 i
as mulheres  bebem água e alucinam
eu, só consigo ser homem.



ii
 se não estivesse tão magra
se não estivesse tão farta
e esse sal todo na pele
me faltaria de você

e toda essa água na boca
me inundaria.

terça-feira, 1 de maio de 2012


minha amiga querida.

ontem enquanto pensava em você embrulhei essa imagem
 parti em 4 pedaços
na margem escrevi

ao queimá-la recite três vezes uma palavra desconhecida em todos os tempos e dimensões.

sempre fico sem jeito; sou péssima em terminar cartas, às vezes: é  o abismo.

com amor

dani