sexta-feira, 14 de novembro de 2014

sabes da ponte intransponível

sei que sabes:

do mar suave entre nossas almas


dos ventos febris  entre nossos corpos

sei que sabes:

que lá estão a nos unir.


sábado, 12 de abril de 2014

algo caminha em outra direção
posso tocar a nuca com os olhos

algo caminha
e arranca a pele em outra direção

a carne viva
todo esse vermelho caminha
e toca os olhos de alguém
perdido no horizonte do meu contrário

algo caminha sem ver alguém em outra direção
das palavras carne
viva

a destruir:

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Respirando um poema

Fluir do vento
Em pausa sustentada
Pela dança de suas folhas


Henrique Tiba




ao papai da Mai

no ventre
a dançar
mil folhas

dani carrara

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

domingo, 18 de agosto de 2013

bebe suco de laranja
enquanto estuda os ipê-amarelos

mas, a ausência de magnólias a absoluta.






segunda-feira, 29 de julho de 2013


deito o corpo no teu silêncio.



e por:


prescrição médica:

1. poesia a escorrer nos cantos da boca
[refazendo tecidos uterinos]
tecendo melodia incomensurável a beleza da vida.









há um nulo
palavra mergulhada
na casca
[sementeadeira] de sentidos
a transcrever as veias
anagrama sob a pele