domingo, 31 de outubro de 2010

dá licença!??!!!

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! -

VIVA!,

SABE O QUE SIGNIFICA UMA MULHER NO PODER?:

PODER UMA MULHER NO PODER!!!!!,

NÃO ESQUEÇA DE SE CORROMPER MUITO...

VENDER-SE BARATO,

FAZER MÁ POLÍTICA,


E POR FAVOR NÃO SEJA SENSÍVEL SE NÃO FOR...

NÃO ACEITE FLORES SE NÃO QUISER

E NÃO ESQUEÇA DE ABRIR UM PUTEIRO EM BRASÍLIA SE ASSIM ENTENDER RELEVANTE.

VIVA! -


MUSIQUINHA.

PS: UM ABRAÇO PRA HELENA E ANTÓNIA, AMIGAS DE LUTA!, SIM, LUTA!.......QUE ESTAVAM COMIGO QUANDO ENTREGAMOS A PAUTA DE REIVINDICAÇÃO DAS TRABALHADORaS PRA CANDIDATA.






UMA CORREÇÃO: NÃO QUEREMOS CRECHE.!!!!!!! -

antes ou depois.

faz um ano que cortei meu cabelo
sinto falta do peso dele
e lembro do receio de
ver caindo no chão os fios
 após

da moça varrendo
e da forma nova aparecendo

fiquei mais leve
mas hora ou outra (me sinto) pesada.

antes:


ou depois.


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

limítrofe

o limite da ideia
o dorso da cabeça
a ideia do limite
uma dor na cabeça
no limite
o corpo que me anda
uma ideia
é o limite dela
dentro do seu limite
um limite
da outra ideia
 limitada
no limiar
tombo minhas pernas

uma imagem
um vazio
que esqueço.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

contraponto ou ponto-contra.

perdi tanto tempo por falar por querer e mais ainda por saber

daqui seu horizonte me parece sem fronteiras
fronteiras, guerras, barreiras, pontos contra

só posso ver um trisco que escapa de algum vão, das paredes
que constuídas de tempo -
e me deu perdi
me dei por falar me dei por saber
querendo

sublinha com cinismo a minha fresta

e me enxerga
e não me enxerga

pontos-contra,

(seus olhos pareciam procurar alguém - fingi - não queria que soubesse que soube)

e que te olhava sem me voltar

não queria que soubesse que te amava sem me voltar
o corpo volátil
voltado
olhava sem olhar

quinta-feira, 21 de outubro de 2010


(um sonho)


era natal, todo natal. e o natal andava pela casa. ela anda pela casa. e suas pernas andavam pela casa. e formigas andavam nas suas pernas, que andavam pela casa.

esqueceu da casa enquanto andou pela casa na noite do natal. de uma estrela no céu. do céu. em céu. rua céu. carrossel. margem céu.

e céu

por que pensar ir pro céu. é ir pro céu.
quando anda pela na hora em que anda

- a faz



ausente, adormecida, entorpecida



e azul. ela mora azul neste céu



sem sentir a certeza da casa. de andar. de céu", sim, do céu". em formigas.



nas vozes que cantavam o natal nesta casa sua cabeça ficou. e suas pernas?



ainda andam por entre cassas e céus,


entrecortadas


todos minutos andam na cabeça dela que é a casa e o natal, este.


as formigas andam nas calçadas e o musgo cresce nos vãos



eu piso o pé na calçada e penso que não deveria lembrar da noite que andei pela casa



e esqueço das formigas que andam nos vãos do chão em cima do musgo

tenho certeza que neste dia andei por toda casa e sabia do céu da casa e do natal. e ninguém viu. e o musgo.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

não ter lembrança, nem querência

o amor não tem cheiro
não tem lembrança
nem querência
paciência
tem rua
(e passos para se despedir)
quadro escuro
amargo de café frio

o amor passa horas
desprovando a si mesmo

provando outras bocas
amanhecendo noutros lugares
querendo provar que é água sede
e tudo

o amor me ocupa o pesamento
pra não sentir tédio

ocupa a palavra
na palma da palavra
- fruição

o amor me come pelas beiradas
e suga o caldo fazendo um barulho deselegante
o amor é deselegante
é bicão em festa
me visita aas pressas
num sábado de manhã
pra olhar nus olhos
e me esquecer pra sempre

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

o marco zero da cidade

a casa tem
48 janelas
e ninguém mais pra olhar de dentro
um flamboiã florido - vermelho
apoiado na memória
que reparo

te deixando folhas em branco
pra ver ao passar
com olhos de escuridão frágil
por entre  vácuos

acertou, não sou isso
não quero salvar nada -
pra ontem
nem deixar nada pra amanhã
e quero tudo isso
sem ter agora
e escrevo aqui porque falta margem
pras linhas que sobram

quarta-feira, 6 de outubro de 2010





versos no ar
um som de mar

o barulho na pele, trinca

o áspero sal, cristais


até ensurdecer



sexta-feira, 1 de outubro de 2010

caixa flutuante

intuição de muitas vozes

cabeça apoiada
em sombras
flutua

em ranhas
- escultura

era mais ou menos assim:
sofre dor antiga dentro
acendi quando passou

é dor
 é antiga
e dentro de mim
 não desabrigo minhas cores


 jeito de contar
escrevo
como
não entendo
fico
eu de ser