já sei. já sei o que quero de presente de natal. é. uma poesia que venha escrita em uma folha que é semente. semente de uma flor qualquer. cravo. girassol. flor de mato. ametista. enfim. um papel feito com sementes. pra plantar aqui em casa. já coloquei o pedido na minha botinha vermelha (rs), e também já me decidi, mesmo que não ganhe, farei isso: um livrinho, com papel feito em casa, reciclável, misturado com sementes e palavras.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
angústia de festas
no ar
no meu peito
o mês de dezembro não fecha
só abre
.
.
.
em você.
(flor teimosa que nasce no cimento)
no ar
no meu peito
o mês de dezembro não fecha
só abre
.
.
.
em você.
(flor teimosa que nasce no cimento)
sábado, 11 de dezembro de 2010
o pedro fechou o ano com seis em geografia mas arranhou uns versinhos
mãe,
"tem um sul já onde é frio."
ps. a fotinha é minha mesmo. porto alegre.
filho,
a lua de porto alegre
meio dia meio noite
melodia
deixa azul as paredes do céu
amarelado.
mãe,
nossa vida tá dando super certo, reparou?
"tem um sul já onde é frio."
ps. a fotinha é minha mesmo. porto alegre.
filho,
a lua de porto alegre
meio dia meio noite
melodia
deixa azul as paredes do céu
amarelado.
mãe,
nossa vida tá dando super certo, reparou?
tem uma mulher parindo o mar
deitada em frente à janela
com os céus seios
em pedra
dos olhos
do morro
de nuvens
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
na verdade eu nunca quis fazer tradução de nada meu sonho sempre foi fazer revisão de textos.
tradução? se bem que tem a ver com antropologia. traduzir.
traduzindo o que escrevi sobre a revisão dos meus cinco anos -
(ainda não)
é mais ou menos assim
aquela força que fez contrária a minha me fez lembrar por completo meus cinco anos. e agora não preciso mais deles. esqueci. e agora eles me a-parecem por aquele instante e isso me faz bem.
revisão de texto.
para tanto haver clareza no que escreveu saudade antes e depois de vírgulas. pode ou não estar acompanhada de vontade. pode ou não estar-fazer parte de uma pequena conclusão.
tradução? se bem que tem a ver com antropologia. traduzir.
traduzindo o que escrevi sobre a revisão dos meus cinco anos -
(ainda não)
é mais ou menos assim
aquela força que fez contrária a minha me fez lembrar por completo meus cinco anos. e agora não preciso mais deles. esqueci. e agora eles me a-parecem por aquele instante e isso me faz bem.
revisão de texto.
para tanto haver clareza no que escreveu saudade antes e depois de vírgulas. pode ou não estar acompanhada de vontade. pode ou não estar-fazer parte de uma pequena conclusão.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
palavra sais
a primeira vez que tentei escrever pra você
a voz não saía
estava louca
a voz rouca de um lápis no papel sempre me arrepia
na vermelhidão da ferida
a febre
o dia
a cura
a casca de casa
de você.
o cheiro da goiaba.
a vida
o morrer
preira há de existir
previra olhando o olho mágico riscado de casa
meia voz, mais ainda, não rouca, que rouquidão é cansaço largo de caminho cumprido
misturado aos pés cansados
lama do chão.
vestindo os pés de chão.
os ônibus, observe, pontuam os sinais. em distâncias. em palavras. em sentidos.
porque tem poesias nas mãos
que me benzem.
a voz não saía
estava louca
a voz rouca de um lápis no papel sempre me arrepia
na vermelhidão da ferida
a febre
o dia
a cura
a casca de casa
de você.
o cheiro da goiaba.
a vida
o morrer
preira há de existir
previra olhando o olho mágico riscado de casa
meia voz, mais ainda, não rouca, que rouquidão é cansaço largo de caminho cumprido
misturado aos pés cansados
lama do chão.
vestindo os pés de chão.
os ônibus, observe, pontuam os sinais. em distâncias. em palavras. em sentidos.
porque tem poesias nas mãos
que me benzem.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
a primavera, fim dela,
de Brasília
tem flores de mato
tão simples
tão belo
coloridas
o centro de campinas me sufoca
e a rodoviária é tão branca
e tudo anda tão limpo
eu vi tanques de guerra
no céu de Brasília
um dia antes do rio, as nuvens de Brasília formatavam os
tanques das guerras do rio, fotografei pra você crer. viu?
de dentro do palácio, através do vidro, eu vi no céu de Brasília -
(eu não sei dizer Brasília sem dizer Brasília.)
a invasão de um rio
e naquela sexta-feira retrasada
minhas mãos fizeram, ah, mais fizeram, amor por você. pode colocar com também se quiser.
crê?
de Brasília
tem flores de mato
tão simples
tão belo
coloridas
o centro de campinas me sufoca
e a rodoviária é tão branca
e tudo anda tão limpo
eu vi tanques de guerra
no céu de Brasília
um dia antes do rio, as nuvens de Brasília formatavam os
tanques das guerras do rio, fotografei pra você crer. viu?
de dentro do palácio, através do vidro, eu vi no céu de Brasília -
(eu não sei dizer Brasília sem dizer Brasília.)
a invasão de um rio
e naquela sexta-feira retrasada
minhas mãos fizeram, ah, mais fizeram, amor por você. pode colocar com também se quiser.
crê?
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