sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

a brisa a acordava. dizendo que o movimento das folhas inexiste.

e tocava as notas musicais que só conheço o som.

o som se esparramava nos vãos de uma casa cor-de-rosa.

nos sentidos, reconheceu os passos de um homem.

um homem que toca piano

... [que não toca piano]

na lembrança do som

nos ouvidos à brisa.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

"temps: grand vent"

era manhã e escreveu uma carta de amor. dessas de repetir palavras

dessas de repetir palavras.

           era manhã. ela descobriu um grande amor
desses de repetir
de repetir

os tempos

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

I.
tem um mar aqui quando fecha os olhos
não é choro não é salgado
não são cílios enrugados

tem um mar aqui quando pisca os olhos

acho que é uma margem para debruçar-me e dormir.




II.
o poema me livra das palavras

as palavras me adoecem, sã,

enquanto me vê no terceiro sorriso da tarde
nos abraçamos no vermelho do casal que dança
e faz festa, alegres, de nós fazerem amor.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

i,
saudades do damasco dos teus lábios
de quando te vejo
sorrir aldeas distantes
e silenciar adeus.

me reparto.


ii,
 a mágica dos olhos que cura
embolada.
crescida à pó, de serpente o seio que te alimenta
na vertigem que evapora.

iii,
te aconselho:

orar por milênios
ajoelhada nos meus pés
se te esquecer?
 será remota lembrança de pássaro de fogo, sentido no fio mudo do olhar,

que liga nossas almas
às suas asas.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

desconhecidos.

o amor acontecia no vácuo. soltavam manhãs entre os alvéolos. sábios. morreram ao lado de uma ávore que floria todas as estações.